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DENSIDADE ÓSSEA E PLATAFORMA VIBRATÓRIA


A estrutura óssea começa seu processo de remodelação com o estresse mecânico. Segundo a lei de Wolf (1892), citada por PERPIGNANADO, G. et al. (1996), os ossos se formam e se remodelam em resposta às forças mecânicas que lhes são aplicadas e existe relação entre o nível de atividade física e volume do osso, e que a força mecânica proporcionada pelo exercício que estimula a atividade osteoblástica (formadora de tecido ósseo).
O efeito Piezoelétrico, (MATSUDO & MATSUDO,1991) e tensão (strain), (ACSM, 1995) têm o princípio de transformação de energia mecânica em elétrica por meio da força que o osso é submetido quando sofre uma deformidade temporária. A regulação dessa força é medida pela sobrecarga mecânica, sendo que a resposta é imediata, especificamente para o osso que está suportando a carga, o qual estimula os osteoblastos dentro da região da sobrecarga. Com isso, o estresse mecânico provocado pelo exercício é maior, principalmente em atividades que tenham maior tração óssea. Ou seja, quanto maior o estímulo da matriz óssea, maior é a formação ou regeneração óssea.
A própria Posição Ortostática colocada em tensão o complexo músculo-esquelético, na plataforma vibratória essa tensão aumenta em conseqüência do aumento da aceleração.

PROPRIOCEPÇÃO


O equilíbrio corporal é fundamental no relacionamento espacial do homem com o ambiente. É uma complexa interação entre os sistemas sensorial e o motor que previne quedas e fornece o equilíbrio. Porém, quando ocorre uma alteração em um de seus componentes, como o proprioceptivo surgem alterações que caracterizam o desequilíbrio e que podem, inclusive afetar a qualidade de vida do indivíduo. Portanto, se a propriocepção está alterada ou diminuída, o equilíbrio também ficará alterado (GANANÇA, 1998).     
Atualmente, um terço da população adulta dos Estados Unidos é considerada idosa (mais de 65 anos), o que implica num maior risco de quedas. Com os mais de 35 milhões de idosos nos Estados Unidos, a taxa de quedas é de mais de 10 milhões por ano (ROGERS, 2003).
As quedas representam uma causa significante de ferimentos, além de serem as principais causas de mortes em idosos, resultados da inabilidade e dos cuidados com a saúde. O risco de quedas também se relaciona com a propriocepção, já que a presença de instabilidade deve-se a oscilação postural (DELISA e GANS, 2002).                                                     
Em 2000, ocorreram 1,8 milhão quedas nos EUA que resultaram em traumatismos cranianos, ferimentos de tecido mole, luxações e fraturas (incluindo 340.000 quadris fraturados), resultando em um custo de 16.4 bilhões de dólares em medicina direta (ROGERS, 2003).
Uma série de fatores contribui para as quedas; dentre eles se destacam: os efeitos de doenças e remédios; fatores ambientais, tais como pisos escorregadios e iluminação insuficiente; muitos fatores físicos, incluindo a fraqueza muscular e falta de equilíbrio (ROGERS, 2003).
No Brasil os idosos correspondem a 8,6% da população total do país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo 2000. Além dos idosos, pessoas que sofrem lesões em algum dos componentes proprioceptivos terão perda de equilíbrio e estarão sujeitas a quedas. Visto que a sensibilidade da posição e movimento de uma articulação provém da informação originada nos músculos, cápsulas articulares, ligamentos e pele, lesões dessas estruturas podem afetar a propriocepção (DELISA e GANS, 2002). Quando há lesão ligamentar, os receptores proprioceptivos ficam danificados o que compromete a aferência sensitiva que baseia a realização dos movimentos (LIANZA, 2001).
         A sensibilidade proprioceptiva na reabilitação, após lesões, é extremamente relevante. A importância de melhorar a propriocepção pela reabilitação é demonstrada pelo risco significativamente maior de sofrer uma nova lesão em indivíduos com alterações proprioceptivas quando comparados com indivíduos com índices proprioceptivos normais. O retorno bem-sucedido às AVDs após uma lesão ligamentar parece ser até mesmo mais dependente da propriocepção que da tensão ligamentar da articulação (DELISA e GANS, 2002).
         O treinamento proprioceptivo tem papel importante no tratamento das lesões ligamentares. Nessas lesões parece haver uma interrupção no mecanismo de feedback mecânico, o que aparentemente se restabelecem parcialmente com a reabilitação, tanto no tratamento conservador como no tratamento cirúrgico (PAPLER et al., 1999).
         A melhora da propriocepção do joelho com a reabilitação pode ser obtida através da utilização de uma bandagem elástica, vibrações tendíneas e técnicas de visualização de imagens mentais do movimento. Isso deve ser realizado associado à reprogramação neuromotora sobre planos instáveis e junto a um programa de fortalecimento específico para obter uma reprogramação “neuroproprioceptiva” (KERKOUR; SALGADO, 2003).

EQUILÍBRIO.

O homem possui um sentido que o permite conhecer a inclinação de seu corpo, assim como também possui a capacidade de reajustá-lo e de corrigir todo desvio em relação à vertical (GAGEY e WEBER, 2000). A habilidade para manter o centro de gravidade sobre a base de apoio, geralmente quando se está em pé é denominada equilíbrio.
Esse é um fenômeno dinâmico que envolve uma combinação de estabilidade e mobilidade. O equilíbrio é necessário para manter uma posição no espaço ou movimentar-se de modo controlado e coordenado (KISNER e COLBY,1998).Ellenbecker (2002) define equilíbrio de três formas: a capacidade de manter uma posição, a capacidade de movimentar-se voluntariamente e a capacidade de reagir a uma perturbação.
Carr (2003) coloca o equilíbrio como sendo a capacidade de neutralizar forças que poderiam perturbar seu estado, o que requer coordenação e controle. Hall (2000) acredita que a estabilidade corporal tem a ver com o estado de equilíbrio do corpo, a resistência à aceleração angular ou linear e a capacidade do indivíduo em assumir e manter uma determinada posição refere-se ao equilíbrio corporal do sujeito.
O equilíbrio é um resultado de ações dinâmicas e está relacionado à capacidade de manter a linha que passa pelo centro de gravidade, perpendicular ao solo e dentro de uma base de apoio (BARCELLOS e IMBIRIBA, 2002). Duarte (2001) concorda que a tarefa do sistema de controle postural é manter a projeção horizontal do centro de gravidade (CG) do indivíduo dentro da base de suporte definida pela área da base dos pés durante a postura ereta estática.
A postura ereta, estática e dinâmica resulta do equilíbrio entre as forças que agem no centro de gravidade, e as forças dos grupos musculares antigravitacionais que se contraem e atuam em sentido contrário (LIANZA, 2001). A questão do equilíbrio, bem como toda a complexidade envolvida na obtenção e manutenção deste, é notada quando se assume a posição ereta. O fato de manter o equilíbrio torna-se extremamente difícil quando a capacidade de manter a postura ereta se deteriora (DUARTE, 2000).
A complexa função do equilíbrio só é possível através da integração de várias estruturas como: o sistema motor (força muscular, tônus muscular, reflexos tônicos de postura); as sensibilidades proprioceptivas (que informam ao sistema nervoso central a posição dos segmentos corpóreos e dos movimentos do corpo); o aparelho vestibular (cujos receptores informam a posição e os movimentos da cabeça); o sentido da visão (encarregado da percepção das relações espaciais) (SANVITO, 2002). Essas estruturas atuam de forma complexa, integrada, redundante e de maneira diferenciada para cada perturbação sobre o corpo humano. As propriedades passivas do sistema músculo-esquelético, principalmente a rigidez das estruturas biológicas, também desempenham um importante papel na manutenção do equilíbrio (DUARTE, 2001).
Fatores como peso corporal, base de sustentação, organização do esqueleto ósseo, resistência viscoelástica dos elementos musculares e ligamentares, e reflexos posturais também estão envolvidos na manutenção do equilíbrio postural (BARCELLOS e IMBIRIBA, 2002).
O equilíbrio se subdivide em duas modalidades:
§  EQUILÍBRIO ESTÁTICO.
         Refere-se à capacidade do indivíduo em manter uma posição antigravitacional estável quando em repouso, por manter o centro de massa dentro da base de apoio disponível (ELLENBECKER, 2002). A estabilidade é alcançada gerando-se momentos de força sobre as articulações do corpo para neutralizar o efeito da gravidade ou qualquer outra perturbação em um processo contínuo e dinâmico durante a permanência em determinada postura (DUARTE, 2001).O equilíbrio estático é garantido quando o somatório de todas as forças atuantes no corpo, verticais e horizontais, é igual a zero (FRONTEIRA, DAWSON e SLOVIK, 2001).
A postura estática é descrita como sendo o equilíbrio do organismo do homem na posição parada (em pé, sentado ou parado) em situação que não cause nenhum dano das estruturas anatômicas responsáveis por tal, e não produza dor quando essa posição for mantida durante muito tempo (FILHO, 2001).
É difícil encontrar exemplos nos esportes ou tarefas motoras diárias em que o equilíbrio estático esteja presente. Ao assumir a posição ereta bípede, o corpo humano permanece em constante equilíbrio dinâmico (DUARTE, 2000). A postura ereta não é um evento estático, sendo caracterizada por oscilações, mantendo o corpo em contínuo movimento. Essas oscilações são de ordem involuntária e dependem de mecanismos neuromusculares, visando preservar o equilíbrio postural (BARCELLOS e IMBIRIBA, 2002).
§  EQUILÍBRIO DINÂMICO
O conceito de equilíbrio dinâmico é aplicado a corpos em movimento, a uma velocidade constante seja angular ou linear; ele está entre as forças que estão sendo aplicadas no corpo (HALL, 2000). A existência do equilíbrio dinâmico humano depende do controle motor, o qual é auxiliado pelos sistemas sensoriais presentes no organismo (FERREIRA, 2003).
O equilíbrio dinâmico envolve respostas posturais automáticas ao deslocamento da posição do centro de massa. Respostas posturais reativas são ativadas para recapturar a estabilidade quando uma força inesperada desloca o centro de massa (DUARTE, 2000).
A postura dinâmica participa na realização de todos os movimentos de deslocamento do corpo, sendo então descrita como o equilíbrio adequado na realização dos movimentos que devem ser executados sem dor. Na posição adequada de equilíbrio, as vértebras, os discos, as articulações e os músculos executam essa função com o mínimo de desgaste (FILHO, 2001).

MECANISMOS DE POSTURA E EQUILÍBRIO

         Essas funções se fazem basicamente pelo arquicerebelo e pela zona medial, que promovem a contração adequada dos músculos axiais e proximais dos membros, de modo a manter o equilíbrio e a postura normal, mesmo nas condições em que o corpo se desloca. A influência do cerebelo é transmitida aos neurônios motores pelos tractos vestíbulo-espinhal e retículo-espinhal. A aferência articular é transmitida para a medula e centros do tronco cerebral pelas vias ascendentes de fibras da raiz dorsal (fascículos grácil e cuneiforme).O fascículo grácil conduz impulsos provenientes dos membros inferiores e da metade inferior do tronco; o fascículo cuneiforme conduz impulsos originados nos membros superiores e na metade superior do tronco (MACHADO, 2005).
         A atividade da fibra aferente articular também ajuda as fibras aferentes do fuso muscular na inibição da atividade muscular antagonista sob condições de perturbação posturais não esperadas. Quando um impulso surge dos receptores cutâneos, articulares, musculares e vestibulares simultaneamente, é gerado uma aferência, e ajustes posturais involuntários agem para estabilizar e levar o centro de gravidade do corpo para um estado de equilíbrio (GOULD, 1993).


PROPRIOCEPÇÃO

         A propriocepção é um termo utilizado para descrever todas as informações neurais originadas nos proprioceptores das articulações, músculos, tendões, cápsulas e ligamentos, que são enviadas através de vias aferentes ao sistema nervoso central (SNC), de modo consciente ou inconsciente, sobre as relações biomecânicas dos tecidos articulares, as quais podem influenciar o tônus muscular, programas de execução motora e coordenação, cinestesia, reflexos musculares, equilíbrio postural e estabilidade articular (BACARIN et al., 2004).

§  RECEPTORES PROPRIOCEPTIVOS

Existem seis tipos de receptores proprioceptivos classificados de acordo com o estímulo que os ativa, são os seguintes:
1.     quimiorreceptores – são receptores sensíveis a estímulos químicos, como os da olfação e gustação.
2.     osmorreceptores – receptores capazes de detectar variação de pressão osmótica.
3.      fotorreceptores – receptores sensíveis a luz,como os cones e bastonetes da retina.
4.     termorreceptores – receptores capazes de detectar frio e calor.São terminações nervosas livres.
5.     nociceptores – são receptores ativados em situações em que há lesões de tecido, causando dor.São terminações nervosas livres.
6.     mecanorreceptores – são receptores sensíveis a estímulos mecânicos e constituem o grupo mais diversificado (MACHADO, 2005).

Os proprioceptores são receptores mecânicos, também chamados de mecanorreceptores, que são sensibilizados durante a deformação articular, levando informações sobre a angulação e velocidade do movimento ao sistema nervoso central. (BACARIN et al., 2004).
Os impulsos nervosos originados nesses receptores podem ser conscientes ou inconscientes. Os inconscientes não despertam sensação, sendo utilizados pelo SNC para regular a atividade muscular através do arco reflexo simples ou dos vários centros envolvidos na atividade motora, em especial o cerebelo. Os impulsos proprioceptivos conscientes atingem o córtex cerebral e permitem ao indivíduo ter percepção corporal (noção espacial, atividade muscular e movimento articular), sendo responsáveis pelo sentido de posição e de cinestesia (MACHADO, 2005).
Os estímulos mecânicos são convertidos pelos proprioceptores em atividade elétrica, direcionando-os aos elementos neurais das vias aferentes no SNC, o qual irá processar e modular respostas motoras em seus centros de forma consciente ou inconsciente (BACARIN et al., 2004). Os receptores musculares são a fonte predominante das informações proprioceptivas, mas os receptores cutâneos e articulares também contribuem para os processos que envolvem a percepção (COHEN, 2001).       

PROPRIOCEPÇÃO NO EQUILÍBRIO

A palavra propriocepção refere-se aos processos sensoriais envolvidos na consciência da postura e do movimento. O sistema proprioceptivo tem seu foco em três variáveis: a percepção da posição, do movimento e da força do membro (COHEN, 2001). A propriocepção descreve ainda as mudanças no equilíbrio, assim como o conhecimento da posição, do peso e da resistência dos objetos em relação ao corpo (ANDREWS, HARRELSON e WILK, 2000).        O sistema visual, vestibular, a sensibilidade dos membros inferiores e o “sentido muscular” (propriocepção) são sentidos do equilíbrio. A integração dessas informações sensoriais participa do controle do equilíbrio (GAGEY e WEBER, 2000).
Informações de origem somatossensorial, através de proprioceptores musculares, cutâneos e articulares, conjuntamente com informações do sistema visual e do sistema vestibular, oferecem conhecimento da estruturação do corpo no espaço ao sistema nervoso central, proporcionando ações motoras para a manutenção do equilíbrio postural, pela contração dos músculos antigravitacionais (BARCELLOS e IMBIRIBA, 2002).
Coordenação, equilíbrio e habilidades motoras funcionais são interdependentes e são afetados pelos sistemas sensoriais, particularmente os sistemas somatossensorial e proprioceptivo. A coordenação e o equilíbrio precisam estar presentes para que se aprenda e desempenhe habilidades funcionais. Quando há alguma lesão músculo-esquelética e/ou neuromuscular desenvolve-se comprometimentos subseqüentes como perda de força (paresia), imobilidade dos tecidos moles ou perda da resistência física, a coordenação, equilíbrio e habilidades funcionais poderão ser também afetados, levando a incapacidades e deficiências (KISNER e COLBY, 1998). A coordenação neuromuscular desempenha importante papel na manutenção do equilíbrio na posição ereta (ELLENBECKER, 2002).
A informação aferente dos mecanorreceptores é analisada no sistema nervoso central para posição e movimento da articulação, de modo que possam ser avaliados os estados estáticos em comparação com os estados dinâmicos, equilíbrio em comparação com desequilíbrio. Depois de processada e avaliada, essa informação proprioceptiva é capaz de influenciar o tônus muscular, controle motor e percepções cognitivas ou consciência cinestésica (ELLENBECKER, 2002).
A informação proprioceptiva protege a articulação contra lesões causadas pelo movimento que excede a amplitude de movimento fisiológica e normal, e ajuda a determinar o apropriado equilíbrio entre forças sinergistas e antagônicas (ELLENBECKER, 2002).
Os receptores são classificados por localização em: articulares (presente nas articulações), profundos (músculos, tendões e ligamentos) e superficiais (cutâneos). Os receptores articulares estão localizados dentro da cápsula articular, ligamentos e em todas as estruturas intra-articulares existentes no corpo. A cápsula articular contém quatro tipos de receptores distintos de terminações nervosas: Corpúsculos de Ruffini, receptores de Golgi, corpúsculos de Paccini e terminações nervosas livres (ANDREWS, HARRELSON e WILK, 2000).
Os corpúsculos de Ruffini são sensíveis ao alongamento da cápsula articular alteração da pressão do fluido intracapsular, amplitude e velocidade de alteração da posição articular. Os receptores de Golgi são intraligamentares e apresentam-se ativos quando os ligamentos são solicitados nos extremos do movimento articular. Os corpúsculos de Paccini são sensíveis à vibração de alta freqüência, e as terminações nervosas livres são sensíveis ao estresse mecânico (ANDREWS, HARRELSON e WILK, 2000).

EXCESSO DE TREINAMENTO


Em termos genéricos, a síndrome do excesso de treinamento (overtraining syndrome) pode ser descrita como a resposta do corpo humano para a incapacidade física ou mental para se recuperar do treinamento. Uma recuperação correta é a base para todos os aumentos nas performances físicas. Para o atleta, o excesso de treinamento se manifesta como uma espiral descendente de preparação física, desempenho atlético ou motivação. Nos casos mais graves, o atleta pode sofrer lesões agudas ou crônicas e podem ter que deixar o esporte por completo devido a essas lesões, frustração ou uma grave falta de motivação.

Para os incautos treinadores ou atleta, os primeiros sinais de excesso de treinamento podem ser mascarados até que uma real queda de desempenho seja notada. A primeira reação a uma queda no desempenho é aumentar a intensidade e a duração do treino. Quando a síndrome de excesso de treinamento é detectada, o aumento do treino terá o efeito oposto em re-estabelecer previamente os níveis de desempenho. 

O corpo humano é uma espantosa peça de maquinaria. Uma das suas muitas propriedades únicas é um conjunto de disjuntores e mecanismos de resposta que dão uma justa advertência de que as coisas simplesmente não estão bem. Como uma espécie de sistema de alerta precoce para proteger os atletas de si mesmos. Segue lista de sinais e sintomas para procurar e como você pode reverter a queda de desempenho.

Sintomas de Desempenho
Um marco são ocorrências passadas ou atuais de níveis de desempenho que podem diminuir ou nivelar. Um olhar mais atento às características individuais de desempenho pode revelar algumas pistas, mas esses são sintomas de problemas subjacentes que podem ser fisiológicos, psicológicos ou biológicos.
1. Desempenho ano após ano mostra incidentes de alta até o meio da temporada e terminando antes da época pós-competição.
2. Ganhos de força podem ficar os mesmos e até mesmo cair.
3. Diminuição de habilidades biomecânicas e motoras, incluindo equilíbrio, técnica, agilidade e movimento coordenado.
4. O desempenho é limitado devido a dor crônica ou aguda durante a competição.
5. Tempos de desempenho mais lento ou níveis mais baixos de intensidade e de duração mais curta durante a competição.
6. O treino é marcado por incidentes de baixa intensidade e lesões recorrentes.
7. O pico de desempenho só pode ser visto depois de longos períodos de descanso e recuperação.
8. Incidentes de total exaustão e períodos mais longos de recuperação depois de competições.

Sintomas fisiológicos
Existem sinais de que o organismo está reagindo ao excesso de treinamento. Aqui estão alguns exemplos.
1. Perda de peso. Mais comum em atletas e praticantes de esportes como luta livre e boxe onde a má nutrição é parte da cultura do esporte. Perda de peso involuntária pode significar uma redução da massa muscular, que nunca é uma coisa boa.
2. O aumento ou a diminuição da freqüência cardíaca descansando. É mais comum para os atletas com excesso de treinamento mostrar um aumento na freqüência cardíaca em repouso, mas atletas em excesso de treinamento podem ter freqüência cardíaca de repouso que são mais lentas que o normal. A melhor época para testar a sua freqüência cardíaca de repouso é imediatamente depois de acordar pela manhã.
3. Diminuição de limiares aeróbicos, anaeróbicos e lactado. Você pode perceber isto de cima para baixo, com limiares lactados mais baixos e menores durações de intensidade. Mas o seu nível basal de aptidão aeróbica pode ser a causa, uma vez que essa é a base do corpo do GPP (Preparação Física Geral). Excesso de treinamento do caminho de energia aeróbica pode causar menor limiar lactado e anaeróbico.
4. Fadiga e fraqueza muscular. Limiares de lactado trazem fadiga muscular mais rápido, enquanto que a fraqueza muscular pode ser resultado da retração da massa muscular.
5. Dor ou inflamação aguda ou crônica nos ligamentos ou articulações. Micro rompimentos no tecido muscular e inflamação são inevitáveis nas atividades diárias, bem como treinamento e competição. Sintomas de dor e inchaço não são sempre presentes, mas podem silenciosamente diminuir níveis de resistência e desempenho.
6. Diminuição da resposta do sistema imunológico. Já foi documentado que longos períodos de treino intenso abaixam a resposta do sistema imunológico. Treinamento intenso aumenta os níveis de hormônio do estresse, cortisol, que é conhecido por sufocar o sistema imunológico.
7. Perda de massa muscular. O músculo exige períodos coordenados de descanso para se auto-reparar e uma alimentação correta para aumentar a formação dos tecidos. Tire a alimentação correta, ou o descanso e você acabará canibalizando o músculo.

Sintomas psicológicos
Incidentes de depressão aguda ou crônica e falta de motivação mostram-se em uma ampla gama de sintomas que podem incluir uma ou mais das seguintes características.

1. Aumento da frustração em relação ao desempenho e perda de confiança.
2. Aumento da irritabilidade.
3. Baixa auto-estima.
4. Pensamentos de desistir.

Sintomas biológicos
O corpo humano é carregado com respostas químicas e biológicas. Aqui estão algumas das reações químicas que ocorrem quando excesso de treinamento acontece.


1. Diminuição da ATP, devido à falta de armazenamento de glicogênio nos músculos.
2. Aumento na produção do hormônio do estresse, cortisol.
3. Aumento no número de glóbulos brancos (evidência de infecção ou diminuição do sistema imunológico).
4. Desidratação afeta a viscosidade sangüínea, o correto funcionamento órgão, a distribuição de nutrientes e de vários outros problemas. A diminuição dos níveis de suor mascara o desvio de fluidos para esfriar e proteger órgãos vitais.
Lutando de volta – os três R’s de recuperação. Os próximos 3 passos são alguns exemplos de possíveis métodos de recuperação.

Método estático de recuperação. O método mais comum e mais fácil de implementar. Ele tem três partes.

1. Repousar. E eu digo total repouso. Não só é necessário repouso para a recuperação nos ciclos de treino mais curtos (3 a 7 dias), mas períodos mais longos de descanso são necessários dependendo do esporte, d intensidade do treino e nível de competição. Seu corpo precisa de tempo para curar o dano feito durante o treinamento físico (micro rupturas e inflamação muscular), diminuição da resposta do sistema imunológico e pressões emocionais da competição.

2. Reabastecer. A proteína é o alicerce necessário para o crescimento e manutenção muscular. Carboidratos são a única forma de substituir os estoques de glicogênio. Só descansar não vai substituir o glicogênio. As estratégias de nutrição adequada variam de esporte para esporte e estão facilmente disponíveis em muitos sites, como o reputado USDA. Encontre o regime de nutrição certo para você e siga-o à risca.

3. Re-hidratar. Mesmo antes da primeira manifestação de sede aparecer, você já está desidratado. O nível de desidratação de apenas 2% pode diminuir o desempenho em 10% ou mais. A desidratação pode afetar a transferência de nutrientes e oxigênio para as células, a função de órgãos vitais e a regulação da temperatura corporal. Você não pode se recuperar plenamente de um treino intenso, sem a água apropriada nas células. A água serve para uma desidratação leve, mas uma bebida esportiva contendo sal e carboidratos é necessária quando um treino intenso apela para reposição eletrolítica.

Afunilar. Um treino afunilado é um mecanismo usado antes da recuperação pós-temporada ou competições chave para ajudar os atletas a descansar e reduzir a inflamação, dor e aumentar os estoques de glicogênio muscular. Ele pode até mesmo ajudar a levantar limiares lactados, permitindo que o corpo construa as suas células de queima de combustível conhecidas como mitocôndrias. Uma forma de treino afunilado utiliza uma redução sistemática na duração da formação ou de intensidade (entre 20 e 50% do máximo) ou ambos. Ainda uma outra forma usa intensidade muito alta com duração menor

Periodização. Primeiramente utilizado na Grécia antiga e aperfeiçoado na antiga União Soviética, a periodização de treino é destinada a estimular os ganhos de desempenho continuamente variando rotinas, intensidade e duração. Muitos protocolos de treinos de periodização começam de baixo para cima com um ciclo aeróbico; seguido por aumentos em intensidade e duração do treino e terminando com o esporte de formação técnica específica. Os russos e países do Leste, no entanto, fizeram uma pesquisa mais detalhada e tiveram um maior sucesso utilizando um sistema de periodização que começou com um treino do esporte específico e fase técnica seguida por uma fase de treino aeróbico e anaeróbico de fitness e força.

OBESIDADE NO BRASIL



A obesidade é uma realidade no Brasil, atingindo 38 milhões de adultos com mais de 20 anos e deste total de 10 milhões são considerados obesos, de acordo com os padrões estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO). 

Dados de 2003 da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) revelam que o excesso de peso afeta 41% dos homens e 40% das mulheres, sendo que, desse grupo, a obesidade atinge 8,9% dos homens e 13,1% das mulheres adultas. O estudo aponta ainda que o excesso de peso dos brasileiros está relacionado ao aumento do consumo de alimentos industrializados e também pela ingestão de grande quantidade de açúcar e gordura.

Obesidade tem crescido entre crianças e adolescentes Segundo dados da última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE), realizada em 2002/03 pelo Ministério da Saúde, 16,7% dos adolescentes entre 10 e 19 anos têm excesso de peso e, destes, 2,3% obesidade. A causa é a mudanças de hábitos alimentares, com aumento no consumo de alimentos industrializados e um estilo de vida mais sedentária. O aumento de peso das crianças aumenta o risco de uma população adulta obesa e o aparecimento de doenças crônicas não transmissíveis.

A obesidade é mais grave nas áreas urbanas (19,5% dos adolescentes) do que na rural (11,4% de adolescentes) e mais evidente nas Regiões Sul e Sudeste, onde atinge 23,6% e 22,0% dos adolescentes, respectivamente. O consumo excessivo de alimentos ricos em açúcares, como chocolates, balas e chicletes, pode ainda prejudicar os dentes das crianças. No Brasil, o pesquisador da Faculdade de Saúde Pública da USP mostrou que a prevalência de obesidade em com menos de 5 anos é de 2,5% entre as crianças de menor categoria de renda a 10,6% no grupo economicamente mais favorecido. A causa é multifatorial, estando envolvidos fatores genéticos e ambientais como maior consumo energético e menor atividade física. 

Há relatos, que na América Latina, a obesidade infantil tende a ser maior nas áreas urbanas e em famílias com nível socioeconômico e escolaridade materna mais elevados. Cerca de 1/3 dos pré-escolares e metade dos escolares obesos tornam-se adultos obesos. À curto prazo, as principais conseqüências da obesidade infantil são as desordens ortopédicas, os distúrbios respiratórios, o diabetes, a hipertensão arterial e as dislipidemias. Sem falar nos transtornos psicossociais. A longo prazo, é o aumento da mortalidade por doença coronariana nos adultos que foram obesos na infância e na adolescência.

Dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) mostram que a obesidade infantil atinge hoje mais de 5 milhões de crianças. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em apenas 30 anos, aumentou de 4% para 18% as crianças e adolescentes do sexo masculino acima do peso. Já as meninas o aumento foi de 7,5% para 15,5%. Dados alarmantes, pois as doenças decorrentes da obesidade provocarão um grande problema na rede pública de saúde do País. 

OBESIDADE AOS 20 ANOS

Homens que são obesos aos 20 anos de idade têm duas vezes mais chances de morrerem jovens do que aqueles que apresentam peso normal, segundo estudo apresentado esta semana no Congresso Internacional sobre Obesidade, na Suécia. E o mais preocupante, segundo os pesquisadores, é que dois terços dos jovens americanos estão acima do peso ideal. “Entrar a vida adulta como obeso tem um efeito na mortalidade por toda a vida”, destacou a pesquisadora Esther Zimmermann.
Avaliando 5,5 mil homens suecos com idades entre 20 e 80 anos, os pesquisadores da Universidade de Copenhagen, na Dinamarca, descobriram que os 1.930 participantes que eram obesos aos 20 anos de idade tinham duas vezes maior risco de morrer em qualquer idade, comparados àqueles que não eram obesos. E análises dos participantes aos 55 anos de idade indicaram que aqueles com quilinhos a mais na juventude morriam, em média, oito anos mais cedo do que aqueles que não eram obesos aos 20 anos.
Os resultados indicaram, ainda, que a chance de morrer prematuramente aumentaria em 10% a cada ponto extra do índice de massa corporal (IMC - medida do peso em relação à altura) acima dos 25 pontos - que indica sobrepeso, sendo a pontuação acima de 30 considerada obesidade. E, segundo os autores, esse risco de longo prazo observado no estudo se deve muito à “durabilidade da obesidade”, pois cerca de 70% dos que eram obesos aos 20 anos, permaneceram assim com mais de 40 anos de idade, e apenas 4% dos não obesos na juventude se tornaram obesos posteriormente.
“Este é um estudo valioso, e acredito que os resultados levantam uma série de questões, como por que as pessoas que são obesas aos 20 anos de idade estão morrendo mais cedo, disse o especialista Randall Urban, da Universidade do Texas, EUA. Precisamos descobrir por que eles ficam piores e ver quantas pessoas desenvolvem diabetes ou doença cardíaca”, concluiu o pesquisador, destacando que mais estudos são necessários.

fonte: oul.com.br